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1 de maio de 2015

É bobo, né?

saudades, amor, ele, falta, amor

     Hoje, do nada, eu pensei em você. E quando eu falo do nada é porque foi do nada mesmo! Eu estava sentada, depois de ter terminado de fazer alguma coisa qualquer. Sentada e olhando pro nada, sem pensar em algo específico, então você surgiu na minha mente. A sua imagem, com aquela camiseta branca que você sempre usava... Sua pele clara, seus cabelos e olhos escuros, seu jeito sério e centrado, andando como se não desse a mínima para o que acontece a sua volta.
     Eu lembro que me sentava no mesmo banco todos os dias, ficava em um ponto estratégico de onde eu podia ver quem entrava e saia da escola. Eu ficava falando com dois amigos, mas quando você passava a conversa parava. Eles sabiam que eu tinha uma coisa com você, então a gente ficava olhando você passar, eu suspirava, e a conversa voltava de onde tinha parado...
     Acho graça de como só te olhar já me fazia feliz. É claro que imaginava a gente juntos, eu te apresentando para minha família ou coisas do tipo, mas nunca realmente acreditei que fossemos ficar juntos um dia. Nunca fiz um movimento em sua direção, procurei chamar sua atenção ou te achar em alguma rede social. Tampouco me aproximei para ao menos ouvir o som da sua voz, mas me arrependo disso, porque eu realmente gostaria de ter te ouvido em algum momento. Sua voz, suas ideias, pensamentos...
     Eu sequer saí perguntando qual era o seu nome para pessoas que conhecíamos em comum... Porque nada disso nunca me importou, não faria diferença. Eu e minha amiga te chamávamos de "D", de desconhecido... Riamos imaginando como seria engraçado se seu nome começasse com D mesmo: Daniel, Danilo, Douglas, Diego... É bobo, né? Eu sei, mas era bom! Era bom porque era sobre você. E tudo sobre você sempre foi bom e mágico, mesmo eu não fazendo a mínima ideia do porque você sempre foi tão especial.
     Na verdade continua sendo, só de lembrar de você eu já comecei a sorrir, isso que já faz uns 5 ou 6 anos desde que te vi pela última vez. Te vi sem saber que seria a última vez, você passou e não me deu nenhum sinal de que era a nossa despedida. As provas e trabalhos chegaram, os horários mudaram e eu perdi você. Você saiu da minha vida da mesma forma que entrou, do nada, de repente, sem avisos... E eu continuo sentindo a sua falta.
     Falta de como era bom sonhar com você, ficar imaginando como seria o seu cheiro, o quão aconchegante era o seu abraço, sua voz no meu ouvido ou suas mãos em mim. Você era sério e poucas vezes te vi sorrir de verdade, mas o pouco que vi foi o suficiente pra eu querer te fazer sorrir todos os dias, para o resto da vida. Criei tantos cenários e estórias pra gente... Tudo sem pretensão de ser real, sem medo de não dar certo E foi tão bom. Ah, como foi bom ter você pra mim!
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