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15 de dezembro de 2015

Te amando e sonhando

amor, amar, amei, amando

     Cara, eu to te amando muito hoje! Assim, eu te amo - muito - todos os dias, mas hoje ta uma coisa de louco aqui dentro de mim... Nós nem tivemos as melhores conversas, ou alguma coisa especial para estar tão forte esse sentimento, o coração pulsando tanto. É só que estou te amando de graça, só por amar, só porque é bom, só por ser você.

     Eu to sorrindo igual boba, pensando na gente e cantarolando uma música que só sei meio refrão. To me segurando pra não pegar o telefone e pedir pra você casar comigo assim, do nada, bem agora. Meus dedos escrevem esse texto, mas querem mesmo é visitar algum site de passagem para Las Vegas, marcar uma hora na capela e ter o Elvis como testemunha do nosso amor.

     É que hoje eu to querendo me entregar, me jogar e amar loucamente. Quero falar besteira, contar coisas, ouvir outras, rir alto e te abraçar forte, bem apertado. Ter você nos meus braços, seu cheiro nos meus pulmões, minha mão nos seus cabelos e a sua boca na minha... Eu estou imaginando a gente morando junto e tendo aquela sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida!

     Um amor de verdade, real mesmo, pra valer, com sinceridade, cumplicidade, companheirismo, lealdade e ideias loucas. Quero comer no chão da sala, rindo de uma história tola, só eu e você, com uma música baixinha de fundo... Depois me jogar no sofá, com sorvete na mão e um filme na tela, gargalhando ou chorando, tanto faz, desde que meu corpo esteja pertinho do seu, meio jogado, largado, mas completamente seguro.

     Tagarelar com você sobre filhos, planejar um futuro, viagens e coisas do tipo. Falar sobre o salário que aumentou, a conta de luz que abaixou e sobre o cachorro que vamos adotar. Eu quero você com a certeza do eterno e do 'felizes para sempre', acreditando em alma gêmea, destino e que tudo já estava escrito. Te quero pra ontem, hoje, amanhã e então todos os dias que vierem depois.

26 de novembro de 2015

Expectativas e realidades.

pensamentos, ideias, fantasias e ilusões

     As pessoas mudam durante o intercâmbio: elas crescem, se descobrem e melhoram. Quando voltam para casa, os outros se surpreendem com tanto amadurecimento, crescimento, bláblá e blá! Foi isso o que eu sabia ao iniciar o meu intercâmbio e ouvi, de mais de uma pessoa, que eu iria explodir... Então, em cima disso, eu criei expectativas.

     Eu acreditei que tudo mudaria. Eu, as pessoas, o mundo. Planejei não voltar, listei num caderno várias coisas e dei "até logo" pensando que era adeus. Me vi trabalhando, viajando, rindo, tirando foto na neve, sendo realmente outra pessoa, uma melhor, mais feliz... E agora, ao olhar no calendário e me dar conta de que ontem completei dois meses de retorno, me sinto um tanto desapontada.

     É foda, porque eu realizei um sonho; passei quase oito meses fora de casa, morando sozinha, conhecendo pessoas de outros países, falando inglês. Eu passeei pelas ruas de Londres e tirei foto na Torre Eiffel. E, apesar de ter sido incrível, só consigo pensar em como é triste que não tenha atendido a todas as minhas expectativas. O quão ingrato isso é?

     Foi bom sim, faria de novo, mas foi triste quando bateu a vontade de voltar. Quando eu via alguém que fez intercâmbio, achava tão maravilhosamente incrível e me perguntava como a pessoa voltou depois de ter vivido fora... Então ao fazer o meu, as coisas ocorreram diferente do que eu esperava. E, depois de dois meses desde que pisei no Brasil de novo, me encontro sendo a mesma pessoa, no mesmo quarto, com as mesmas dúvidas.

     É claro que ao olhar pra trás, por tanta coisa pela qual eu passei - tantos choros, tantas alegrias, dificuldades e encantamentos - eu sei que eu cresci. Eu tive que fazer coisas por mim que eu nunca havia feito, me superei em um bocado de situações, mas agora parece tudo fruto de um sonho distante. Uma vida vivida por um outro alguém... Então, sinceramente, eu esperava mais.

     Não é que me decepcionei com a experiência, o país, a escola, as pessoas... É que eu esperava mais de mim. E é difícil quando você olha pra trás, então olha para o presente, e percebe que não pode culpar ninguém pela vida que leva além de si mesmo... E, mesmo sabendo que talvez eu esteja sendo mais dura comigo do que eu deveria, não consigo deixar de me perguntar em que ponto eu "falhei".

3 de novembro de 2015

Acabou.

ponto final, acabou

     E nós chegamos ao fim, mas não estou surpresa. Na verdade, só é surpreendente ter durado tanto tempo, pois - sinceramente - achei que não passaríamos de alguns poucos dias. Mas passamos, duramos, amamos... Pelo menos eu o fiz, mesmo que inicialmente só visse a gente como um caso bobo para passar o tempo.

     E agora eu estou triste, algo dentro de mim está doendo, me apertando... Mas eu sei que isso vai passar, assim como já passou uma outra vez. A diferença é que agora eu sei disso, além de olhar as coisas de outra forma. Não há arrependimentos dentro de mim, pensamentos de que foi tudo em vão e tempo perdido. Hoje eu olho pra trás, vejo a gente e me sinto grata.

     Grata pelo companheiro que você foi, pelos sorrisos que me fez sorrir, as gargalhadas que me fez dar. Você me ajudou a ver coisas em mim, me olhar de um outro jeito. Você me fez refletir sobre coisas das quais antes eu me escondia. Colocou a realidade bem na minha cara, de modo que eu não pude ignorar... E ao mesmo tempo que isso doeu, magoou e me fez chorar, foi bom. Bom porque já estava na hora de eu encarar meus medos e inseguranças, que tanto me atrapalhavam.

     E agora acabou. Ponto final. Confesso que uma parte de mim quer continuar riscando, até transformar esse ponto em vírgula. Ou tocar a folha mais duas vezes até torná-lo reticências, pra ficar aquele ar de "quem sabe mais pra frente...". Mas essa coisa de pontuação é a vida quem decide. É ela quem bota ponto de interrogação onde a gente quer exclamação, finaliza parágrafos sem o nosso consentimento e inicia novos capítulos.

     Pensei que você seria um parágrafo, mas você foi capítulo, talvez até mais de um. Você veio numa mistura de romance, sedução e brincadeira. E você foi com gostinho de quero mais. Te julguei com cara de paixão de verão, mas você foi amor pra mais de uma estação. E foi bom.. Ah, como foi!

21 de outubro de 2015

Álbum de fotografias


     Acabei de achar um álbum nosso embaixo do meu colchão. Ele, já quase terminado, está com capa dura, desenhos que fiz de próprio punho, letras de música, papel de bala, ingresso de cinema e fotos nossas, desde o churrasco na casa do Juca onde nos conhecemos, até aquela nossa última viagem pro Guarujá.

     Nele eu vejo sorrisos de orelha a orelha, olhares loucamente apaixonados e declarações que nem acredito que escrevi. Estou surpresa com toda essa intensidade e amor descabido. Recordo-me de momentos que já não pensava há muito tempo, e uma mistura de riso com choro me invade.

     Passo o dedo por alguns recortes de revista, me lembrando o quanto procurei as imagens prefeitas, as letras mais bonitas e o que eu achava que expressava o mais sincero e profundo amor. Relembrei da minha indecisão: Te presentear no dia dos namorados ou no nosso aniversário de namoro? Pensei, repensei, perguntei e me preocupei... Para no fim não chegarmos a nenhum desses dois.

     Foda, né? Foda como tantos planos, sonhos e amor, simplesmente evaporam. Pensar que chegamos a discutir nomes e possíveis padrinhos dos nossos filhos, que não chegaram nem perto de nascer... Ri agora, me lembrando daquele vestido de noiva que arranquei ilegalmente da revista no salão de cabeleireiro, porque quando bati o olho me imaginei caminhando com ele, até você, na igreja do padre Miguel.

     Ouço passos no corredor e recoloco o álbum no colchão. Sorrio, ao ver entrando pela porta do meu quarto, o homem que hoje é pra mim tudo o que você foi um dia. Ele se joga na cama, me puxa e depois abraça. Eu o aperto, anotando mentalmente que não posso esquecer de jogar o nosso álbum no lixo...

     O cheiro dele enche os meus pulmões... Ele, com quem hoje sonho sonhos parecidos com os quais sonhei ao seu lado... Meu sorriso vacila por um segundo e eu penso se um dia tudo isso vai evaporar também.

13 de outubro de 2015

E se eu chutasse o pau da barraca?

E se eu chutasse o pau da barraca?

     Hoje eu tive vontade de te falar tanta, mas tanta merda! Sério, você nem faz ideia do que tava pra sair da minha boca, bem ali, na ponta da minha língua. Nem eu sabia que me lembrava de tanta coisa, que me magoou mais do que eu tinha me dado conta.

     E aí eu quis gritar tudo isso na sua cara, vomitar todas essas coisas que foram se entalando na minha garganta sem eu sequer perceber, uma a uma, dia após dia. Minha vontade era falar alto, pra vizinhança inteira ouvir, apontar o dedo na sua cara e te cutucar com força.

     Mas eu não fiz nada disso, eu nunca faço, porque não tenho ideia de qual seria a sua reação. Será que meu discurso lhe abriria os olhos, faria você perceber finalmente seus erros e corrigi-los? Ou talvez você me achasse uma louca, não vendo sentido em nenhuma de minhas palavras... Ou, pior, pode ser que você resolvesse me apontar seu próprio dedo e vomitar coisas que estão entaladas na sua garganta e que eu nem imagino que te magoaram...
   
     Gostaria que a gente pudesse viver algumas coisas assim, ver no que vai dar e, se desse merda, poder rebobinar e seguir por outra direção. Porque eu quero muito te falar um monte de coisas, mas eu também quero você comigo. E se tem uma coisa que eu não ia suportar é te perder por uma explosão provocada por TPM, ou por um apunhado de coisas que só se acumularam porque eu deixei.

     Quantas vezes já não pensei "Aff, foda-se, cansei, não aguento mais, não tenho que passar por isso". Mas só pensei, porque eu não cansei totalmente. Ainda consigo aguentar um pouco e talvez, de vez em quando, eu precise um bocadinho de ti.

     E aí eu engulo tudo de novo, deixo passar. Tento falar aos poucos, mandar umas indiretas e rezar pra que uma das suas bolas seja de cristal, pra ver se você adivinha as dores que não digo. E assim vamos vivendo. Comigo criando diálogos, conversas, crises e reconciliações na minha mente e você... Ah, você... Ás vezes eu não faço a mínima ideia do que você ta pensando.

19 de julho de 2015

Eu acho que, talvez, tenha sido... Amor?

pôr do sol , horizonte,

     Eu acho que eu te amei. De um jeito estranho, meio torto, mas amei. Quando gravei no celular aquele vídeo bobo seu e fiquei assistindo-o de novo e de novo. Ou quando eu desejei loucamente ser afinada, só para poder te cantar as mais lindas canções de amor. Nos momentos em que, ao invés de dormir, fiquei deitada na cama, imaginando a gente de diversas formas. A cada mensagem que escrevia e apagava, sem enviar nada, tentando encontrar as palavras certas... Não querendo parecer muito boba e apaixonada, mas com medo de você achar que eu não estava interessada.

     E num outro dia que nos desentendemos.... Durante um tempo cheguei a pensar que a gente ia acabar com o que tínhamos (não que eu saiba o que é) e então em determinado momento eu me percebi chorando. Primeiro algumas lágrimas, logo depois uma chuva torrencial. Correndo o risco de ser dramática e muito emocional, preciso dizer que chorei de soluçar.. Olha que eu não sou essa pessoa que simplesmente chora. Mas eu não sei, eu só estava tão triste que chorei. E tenho pra mim, não sei porque, que quando alguém faz a gente chorar é porque é amor.

     Eu quis ser diferente para você, por você. Eu quis ser melhor, mais desinibida, divertida... Eu me peguei querendo, mais de uma vez, ser mais bonita. Desejei saber ser sexy e sensual. Almejei ser seu tipo, te encantar por ter algo de especial... Eu quis que você reparasse nas minhas manias bobas, gostasse delas e achasse meu jeito o mais lindo do mundo. Eu quis ser outra pessoa por você, uma versão de mim mais melhorada... E acredito que isso talvez seja um jeito - mesmo que errado - de amar.

15 de julho de 2015

Agência, escola, acomodação... Como foi!?

intercâmbio, cork, irlanda

     Em 11 de dezembro do ano passado eu fiz um post mostrando minhas escolhas para o intercâmbio (Agência, escola, acomodação... AI MEU DEUS!) e agora, já no meu último mês, vim finalmente falar sobre como realmente foi:

AGÊNCIA

     Eu vim pela Vision e não me arrependo. A agência me deu e continua dando todo o suporte necessário. Quando eu estava fazendo escala em Amsterdã mandei e-mail para a Juliana - que é com quem tratei meu intercâmbio - e ela respondeu, ajudou a colocar crédito no meu celular pra eu já falar com meus pais.
     Sempre que eu tive dúvidas fui atendida por ela ou pelo dono da agência. Quando eu estava procurando moradia eles procuraram me ajudar como puderam, me mandando anúncios e me passando contato de um pessoal que tava aqui.. Enfim, contrataria de novo sem sombra de dúvidas!

ESCOLA

     Estudo na Cork English College e, vamos lá:

     Quantidade de brasileiros: Pelo que ouço falar é a que tem menos por aqui, mas também não posso confirmar isso. Durante muito tempo estudei sem nenhum brasileiro, só sabendo que havia mais espalhados pela escola porque comentavam comigo. Depois apareceu um, outra... cinco! Cheguei a estudar numa sala com cinco brasileiros, não é algo normal (era a primeira vez que isso acontecia com todos os que estavam na sala), mas pode acontecer.

     Nacionalidades: Espanhóis, franceses, italianos, libaneses, coreanos... Esses são os que mais tem lá, sendo que já vi (que me lembre) uma japonesa, uma argentina e dois alemães. Aparentemente a escola tem parceria com alguma instituição francesa, então ás vezes lota de francês. Espanhóis também tem muitos, principalmente no verão (no momento estou numa sala de onze pessoas, das quais 9 são da Espanha!).

     Aulas: As aulas dependem muito do professor que se pega. Já tive aulas muito boas em que realmente aprendi e tinha vontade de estudar mais em casa,  mas também já peguei uns professores que me faziam querer ficar gripada só pra não ir estudar. Há duas aulas de duas horas cada, cada uma com um professor, sendo que na primeira usamos um livo.

     Atividades: A escola oferece atividades a tarde, geralmente gratuitas, o que é bem legal no começo, mas depois de um tempo isso só se repete. Nos feriados geralmente tem viagens pra lugares próximos, mas as duas vezes que eu fui me arrependi, talvez eu não tenha dado sorte!

     Nível: Uma coisa que percebi é que alguns professores "seguram" os alunos. Por isso é importante estar sempre atento, se um nível ficar muito fácil pra você, converse com o professor. Se ele não te mudar de nível e nem te der um bom motivo pra isso, vá na secretária. Principalmente se você vai ficar 6 meses, a chance de te segurarem é maior.

     Programa de 16 horas: Essa escola tem um programa menor só para brasileiros, onde saímos mais cedo de quinta e sexta. Quando cheguei achei que esse era o horário normal e fui pega de surpresa, por isso fique atento. No começo fiquei indignada, achei que iria me prejudicar, mas depois comecei a ansiar pelas quintas e sextas. Sério, depois de alguns meses é maravilhoso ter duas aulas a menos, mas fique atento para não se sentir enganado(a).

     Dica: Uma dica é ficar de olho nos cursos preparatórios pra exames e se inscrever, eles são mais puxados e geralmente com os melhores professores.

ACOMODAÇÃO

     Escolhi passar as primeiras semanas numa host family e não me arrependi, eles foram maravilhosos comigo. Porém um dos motivos para ficar lá era porque eu não queria "gastar" com café e jantar, só que (surpresa) precisava pegar o ônibus para ir à escola. A maioria das casas de família ficam mais afastadas do centro, então existe uma grande probabilidade de que você tenha que pegar ônibus.
     Tirando os gastos com o ônibus que não estavam nos meus planos (eu era tão desesperada com essa coisa de dinheiro quando cheguei que pensei que isso fosse me faltar kk) e a comida - que consistia em batata, cenoura, ervilha e frango -, foi tudo ótimo. Eu era a única de fora na casa, mas ouvi muitas pessoas relatando casas com vários estudantes.

     Acho que é isso! :*

2 de junho de 2015

"Olha minha mãe falando sozinha..."

mamadi amor saudade falta conversa msg texto

     O meu dia não tinha sido lá dos melhores. Ao acordar pensei 100 em faltar na aula, isso que eu sou   a pessoa mais chata do mundo de tão certinha, não gosto de faltar ou deixar a lição incompleta. Mas hoje, uma terça-feira, pós feriado chuvoso, onde passei o dia inteiro no ônibus ou embaixo da chuva, eu pensei em faltar... Mas não faltei!
     Fui para aula com fé de que hoje eu teria mudado de nível... Mas não mudei. Achei que pelo menos eu fosse ter um professor bacana, já que o anterior iria pegar outra turma... Mas me apareceu um cara estranho, com pinta de doido, que deu a aula mais boring das galáxias.
     Aí ao voltar pra casa me irritei com a flat mate, comi miojo e já fui  sair de novo porque precisava ir ao banco. Fui no mercado, entrei em duas lojas e no caminho de casa percebi que tinha feito tudo, menos ido ao banco que é o que eu precisava mesmo.
     Já no banco eu saquei dinheiro de um cartão e depositei em outro, só pra lembrar que ontem foi dia de aluguel (esse foi o motivo pra eu ter saído de casa desde o princípio). Lá vai eu sacar dinheiro mais uma vez...
     Cheguei em casa, guardei as compras e fui tomar banho. Sentei na cadeira, fui checar as mensagens e depois de responder todas olhei a da minha mãe. Comecei a rir. Rir sem parar, igual uma doida. Tirei print da mensagem e mandei pra todo mundo que tava falando comigo: "Olha minha mãe falando sozinha". Não sei se eles acharam tanta graça como eu, que não parava de rir.
     Eu ri até o folego faltar... E quando ele faltou eu comecei a chorar. Chorar desesperadamente, com as mãos no rosto, as lágrimas jorrando e os soluços consecutivos. Eu chorei como há algum tempo eu me segurava pra não fazer, até me sentir leve de tão vazia que eu fiquei. Para logo em seguida ser preenchida novamente... Preenchida com a falta que a minha família faz.

1 de maio de 2015

É bobo, né?

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     Hoje, do nada, eu pensei em você. E quando eu falo do nada é porque foi do nada mesmo! Eu estava sentada, depois de ter terminado de fazer alguma coisa qualquer. Sentada e olhando pro nada, sem pensar em algo específico, então você surgiu na minha mente. A sua imagem, com aquela camiseta branca que você sempre usava... Sua pele clara, seus cabelos e olhos escuros, seu jeito sério e centrado, andando como se não desse a mínima para o que acontece a sua volta.
     Eu lembro que me sentava no mesmo banco todos os dias, ficava em um ponto estratégico de onde eu podia ver quem entrava e saia da escola. Eu ficava falando com dois amigos, mas quando você passava a conversa parava. Eles sabiam que eu tinha uma coisa com você, então a gente ficava olhando você passar, eu suspirava, e a conversa voltava de onde tinha parado...
     Acho graça de como só te olhar já me fazia feliz. É claro que imaginava a gente juntos, eu te apresentando para minha família ou coisas do tipo, mas nunca realmente acreditei que fossemos ficar juntos um dia. Nunca fiz um movimento em sua direção, procurei chamar sua atenção ou te achar em alguma rede social. Tampouco me aproximei para ao menos ouvir o som da sua voz, mas me arrependo disso, porque eu realmente gostaria de ter te ouvido em algum momento. Sua voz, suas ideias, pensamentos...
     Eu sequer saí perguntando qual era o seu nome para pessoas que conhecíamos em comum... Porque nada disso nunca me importou, não faria diferença. Eu e minha amiga te chamávamos de "D", de desconhecido... Riamos imaginando como seria engraçado se seu nome começasse com D mesmo: Daniel, Danilo, Douglas, Diego... É bobo, né? Eu sei, mas era bom! Era bom porque era sobre você. E tudo sobre você sempre foi bom e mágico, mesmo eu não fazendo a mínima ideia do porque você sempre foi tão especial.
     Na verdade continua sendo, só de lembrar de você eu já comecei a sorrir, isso que já faz uns 5 ou 6 anos desde que te vi pela última vez. Te vi sem saber que seria a última vez, você passou e não me deu nenhum sinal de que era a nossa despedida. As provas e trabalhos chegaram, os horários mudaram e eu perdi você. Você saiu da minha vida da mesma forma que entrou, do nada, de repente, sem avisos... E eu continuo sentindo a sua falta.
     Falta de como era bom sonhar com você, ficar imaginando como seria o seu cheiro, o quão aconchegante era o seu abraço, sua voz no meu ouvido ou suas mãos em mim. Você era sério e poucas vezes te vi sorrir de verdade, mas o pouco que vi foi o suficiente pra eu querer te fazer sorrir todos os dias, para o resto da vida. Criei tantos cenários e estórias pra gente... Tudo sem pretensão de ser real, sem medo de não dar certo E foi tão bom. Ah, como foi bom ter você pra mim!

12 de março de 2015

Sendo gente grade.

mulher, crescer, amadurecer

     Há poucos dias atrás foi o Dia Internacional Da Mulher, o que - com meus 24 anos - já sou há algum tempo. Porém essa foi a primeira vez em que realmente me senti merecedora desse título. Antes quando as pessoas me parabenizavam, eu agradecia e achava graça, mas dessa vez foi diferente.
     Desde que saí do Brasil (em 05/02/2015), passei a ser responsável por mim mesma de forma completa. Até então eu morava com meus pais, não pagava nenhuma conta, não fazia nenhuma compra ou qualquer coisa do tipo. Meus pais sempre arcaram com o necessário e, com o meu próprio dinheiro, eu comprava coisas que me deixavam feliz, mas que eram supérfluas de certa forma.
     Em casa meu pai que mexia com banco e contas, minha mãe cuidava da roupa, casa e comida. Eu cuidava do meu umbigo e só. Aqui eu precisei abrir uma conta no banco, pegar ônibus (raramente eu fazia isso no Brasil), fazer compras no mercado (coisas necessárias, não só chocolate e besteiras), arranjar uma casa pra morar, pagar aluguel e depósito, fazer mais compras, cozinhar... Tudo isso sozinha e em inglês.
     Uff, cansei e fiquei sem fôlego só de lembrar. Lembrar de como foi difícil tomar uma decisão sem ter ninguém para me ajudar ou dizer que eu estava no caminho certo. Sinceramente acredito que essa tenha sido a parte mais difícil. Ter que decidir, por exemplo, se a casa "X" é boa o suficiente, se o preço vai dar pra pagar, se os outros moradores são agradáveis... E a localização, será que é boa? E aí eu achava que a casa não era boa o suficiente, mas depois começava a pensar se eu estava sendo muito exigente e aí minha cabeça parecia que ia explodir e eu não tinha uma única alma pra me dizer que eu fiz a escolha certa. E, e, e... Eram "es" demais pra uma pessoa só!
      Hoje, olhando pra trás, vejo que é assim que a gente cresce. Eu me tornei mulher, não quando fiz aniversário, mas quando meus ombro queriam se curvar diante do peso em cima deles, mas eu não deixei. Eu respirei fundo, arrumei minha postura, ergui a cabeça, engoli o choro (ok, essa última parte foi mentira!) e continuei indo em frente, tomando as decisões da melhor forma que eu pude.
     Então no dia oito, quando me desejaram parabéns, eu sorri, acenei com a cabeça e agradeci. Me dei conta, pela primeira vez, que eu realmente me sinto uma mulher. Uma pessoa adulta, com responsabilidades e compromissos... O tempo passou e eu, ocupada demais, quase não percebi que eu finalmente cresci!
Não crescemos quando as coisas ficam fáceis, e sim quando enfrentamos nossos desafios.

21 de fevereiro de 2015

Duas semanas vivendo um sonho...

intercâmbio sonho passaporte saudade

     Ontem completou duas semanas que cheguei em Cork, na Irlanda. Duas semanas vivendo um sonho (literalmente, pois figurativamente nem tanto, não sempre).
      Duas semanas vivendo pela primeira vez a saudade e entendendo que ela realmente aperta demais, além de sufocar algumas vezes. Saudade de mãe, pai, irmão e cachorros. Saudade de cheiros, abraços, beijos e carinhos. Saudade de toque e afeto. Saudade de rotina, brigas bobas pelo canal de TV e de ter como decisão mais difícil o filme de sexta a noite. Saudade de tudo.
      Duas semanas entendo o real valor da solidão. E percebendo que a solidão, que eu sempre disse amar, era aquela onde eu estava sozinha no meu quarto, mas minha família estava completa ali na sala. Agora que descobri um novo nível de solidão: ter que comer sozinha, rir sozinha, chorar sozinha, decidir sozinha, olhar sozinha, sentir sozinha, fazer sozinha... Acho que não gosto mais dela tanto assim.
      Duas semanas em que eu fiz mais do que fiz na minha vida inteira. Eu nunca quis tanto, senti tanto, ou rezei tanto. Coisas que antes eram difíceis agora deixaram de ser. Vivo diariamente situações novas, com pessoas novas, uma língua nova, medos novos, dúvidas novas, inseguranças novas. Tenho vontades novas, prioridades novas, um jeito novo de ver a vida e dar importância as coisas... Uma Juliana nova.
      Se me contassem que eu ia ter tanta coragem, eu iria rir. Se me dissessem que seria tão difícil, eu iria desistir. Mas se então me mostrassem que, apesar de tudo isso, seria tão maravilhoso, eu iria persistir nessa coisa de sonhar.

26 de janeiro de 2015

Ta chegando a hora...

intercâmbio viagem crescer

     Há algum tempo eu olhava no calendário, mas o tempo parecia não passar. Dois mil e quinze não chegava, cada dia de janeiro parecia durar 3... Então, de repente, os dias tomaram algum energético e aceleraram. E cada vez que eu batia os olhos no calendário, me surpreendi ao ver que fevereiro já estava batendo na porta. Mais precisamente dia cinco de fevereiro de dois mil e quinze, o dia em que eu embarco pra Cork, Irlanda.
     Nunca pensei que fosse possível ter sentimentos tão felizes e outros tão triste, todos ao mesmo tempo. É uma mistura de realização, medo e saudade. Um conjunto de pensamentos conflitantes, que parecem que vão me enlouquecer. Sinceramente, não me admiraria se, ao invés de ir para o meu intercâmbio, eu fosse parar num hospício. Ok, talvez não seja pra tanto, mas é quase isso!
     Cada vez que eu olho para os meus cachorros eu tenho vontade de chorar. E isso se repete quando observo meus pais, minha casa, meu quarto. Rolou uma feijoada aqui em casa e eu ficava pensando que seria a última vez que eu comeria uma dessas em um longo espaço de tempo. Sim, até a feijoada fez meus olhos ficarem mais úmidos do que o normal.
     Como algo pode ser tão fácil e difícil? Como duas forças opostas podem coexistirem num mesmo espaço, no mesmo momento? É o sim e o não. O negativo e o positivo. O querer e o não querer. A vontade de ir, mas também de ficar. Um desejo de liberdade, que se funde com um outro desejo: o de me prender no meu quarto e não sair nunca mais.
     Ás vezes eu sinto que eu esperei por isso a minha vida toda. Cada momento, escolha e caminho, estavam me guiando, me ensinando, para o momento que eu estou prestes a viver em alguns dias. E isso me motiva, mas também me assusta. Me faz ser uma gigante, com vontade de se encolher. Ou talvez eu tenha passado a vida inteira encolhida, e agora sinto o peso, a dificuldade, de ter que me levantar e crescer.
     Eu fico falando para o meu coração que ele vai ter que aguentar. Já que ele quis tanto um sonho tão longe e tão grande, no mínimo ele tem que parar de se apertar. Eu respiro fundo e me concentro no quão lindo é o que eu estou prestes a viver. Fecho os olhos e imagino os melhores cenários, crio a vida incrível que me aguarda.
     Poxa, podiam ter dado uma oportunidade de eu fazer um alongamento, né? Precisava mudar assim, tão rápido e radicalmente? Bom, se precisava ser tudo tão brusco assim, eu não sei. Só sei que é assim que é. E tudo bem, porque eu vou chorar milhões de lágrimas, mas eu vou conseguir. Ah, se vou!

14 de janeiro de 2015

10 metas para 2015

2015

     Dois mil e quinze, seu lindo, mal chegou e já ta coberto de expectativas! 2015 vai ser o ano mais novo e diferente de toda minha vida, ele vai ser único, sem igual. Não faço ideia do que me aguarda, só sei que to com um baita frio na barriga.
     É difícil pensar em metas pra um ano que será tão novo e cheio de desafios, mas pensei em 10 coisas, pra ter uma base... Obviamente tudo vai girar em torno do meu intercâmbio, mas vamos lá:

  1. Continuar meu #ProjetoDeVida, buscando um corpo mais saudável e melhor.
  2. Deixar a timidez de lado, ser mais sociável, buscando conhecer e conviver bem com as pessoas novas que vão entrar na minha vida.
  3. Me focar no aprendizado do inglês, sem medo de falar errado, estou lá para aprender.
  4. Tirar toda a documentação necessária na Irlanda.
  5. Encontrar um lugar legal pra morar, com pessoas bacanas.
  6. Arranjar um emprego pra ganhar muitos euros, haha!
  7. Conhecer a Irlanda todinha.
  8. Viajar pela Europa.
  9. Não permitir que o medo me impeça de fazer algo.
  10. Ser feliz!


7 de janeiro de 2015

As metas de 2014!

DO IT!

     Há 1 ano eu postei aqui 10 metas pra 2014. O ano mudou, então vim dar uma olhada no que eu consegui:

1. Chegar no corpo ideal, no qual me sinto satisfeita e feliz. 

Ops, não alcancei meu corpo ideal, mas certamente estou mais perto dele do que quando a meta foi criada!

2. Me dedicar ao aprendizado da língua inglesa. 
Bom, esse ano eu procurei evoluir no aprendizado da língua, inclusive quero fazer um post indicando canais e sites que me ajudaram!

3. Dirigir mais e perder qualquer medo na hora de pegar o carro. 
Infelizmente esse ano eu sequer sentei no banco do motorista de algum carro. E, como ano que vem vou estar viajando, provavelmente essa meta vai ficar pra 2016 ):

4. Ler livros de vários estilo, buscando não só me distrair como também evoluir e aprender mais. 
Esse ano eu consegui ler mais livros diferentes, ainda não tantos quanto eu gostaria, mas certamente me arrisquei em novos gêneros e valeu muito a pena!

5. Meditar. 
Tentei, mas não consegui meditar. Até assisti uns vídeos ensinando, li sobre e baixei áudios pra auxiliar e não rolou... Quem sabe eu consiga começar durante as férias!

6. Tirar meu passaporte. 
SIM! Com louvor, hahaha.

7. Escrever mais. 
Esse ano não escrevi tanto quanto gostaria, mas escrevi muito mais do que em 2013, então valeu!

8. Ajudar os outros (trabalho voluntário, doações). 
Fiz mais do que nos anos que passaram, mas gostaria de ter ajudado e feito mais. Espero que em 2015 eu possa ajudar muito!

9. Fazer alongamentos diários. 
Não lembro de fazer TODO dia, mas faço quase sempre! rs

10. Aprender coisas novas. 
O fato de ter livros coisas diferentes, fez com que eu aprendesse coisas novas, mas a intenção da meta era que eu aprendesse a andar de patins, coisas assim. Então a resposta é não! ;/


     Infelizmente não consegui fazer tudo. Nem tudo o que fiz foi com louvor. Mas, faz parte, né? 2015 ta aí, e no próximo post vou mostrar mais 10 metas. Até! ; )
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