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29 de novembro de 2013

Um cantinho pra chamar de meu

janela filme cantinho cafofo

   Se tem uma coisa que eu adoro fazer é ficar vendo sobre decoração na internet. Vivo babando e sonhando com as casas e cômodos que vejo no Pinterest. Fico imaginando minha casa, os móveis que vou usar, cores, papel de parede e todas essas coisas. Uma das coisas que sempre me encantam quando eu vejo, são os "cantinhos".

sofá livros almofadas

livros almofada colchão sofá cantinho cafofo

   Gosto muito dessa ideia de ter um lugarzinho pra se jogar e ficar sozinha, pensando na vida. Eu já me imagino lendo, refletindo, meditando, olhando pela janela enquanto a chuva cai (sim, tipo filme! haha). Da até pra jogar uns cobertores e tirar um cochilo a tarde!

cafofo van perua

   Esses "cafofos" tem um arzinho de lugar secreto, onde podemos ser a gente mesmo, dar um tempo da sociedade e pessoas com suas opiniões e encheções de saco. Acredito que todo mundo tem vontade de ter um lugar especial e só seu, né? Tipo as casas na árvore que sempre tem nos filmes!

cantinho pra refletir

balanço cantinho
   Adoro como as pessoas são criativas, por isso encontramos inspirações de todos os tipos pela internet. Desde espaços planejados e sofisticados, até coisas improvisadas e simples, mas que nem por isso deixam de ser lindas. Uns paninhos aqui, almofadas ali... Uma cadeira, ou uma rede. Todo mundo consegue um jeito de criar seu próprio espaço. Embaixo da beliche,  num comodo não utilizado, o espaço embaixo da janela, no meio da sala ou no quarto mesmo!

Improviso que da certo

quarto cadeira

   Seja um espaço planejado, o chão cheio de almofadas. Um sofá velho ou até mesmo nossa cama. O importante é conseguir criar um lugar especial, com a sua cara e personalidade.

cantinho poltrona cama charme

   Eu já me imagino no meu cantinho enrolada no cobertor, ouvindo a chuva cair, na companhia de um bom livro e um chocolate quente!

27 de novembro de 2013

Onde é Felicidade?

destino

   Estacionei meu carro e respirei fundo. Encostei a cabeça no banco, fechei os olhos e me perguntei o que cargas d'água eu tava fazendo ali. Quando nos contaram sobre essa tal felicidade largamos tudo e fomos atrás dela. Algumas coisas na mochila, um mapa e a intenção de ser feliz. Ser feliz em Felicidade faz sentido, não?
   Os dias passaram, a gasolina foi e voltou e nada. Nossas economias já estavam acabando e, apesar de não falarmos sobre isso, sabíamos que pra desistir seria uma questão de dias... Talvez menos de uma semana.

- O que aconteceu? Porque paramos? - A voz rouca de sono que invadiu meus ouvidos era do Carlos, meu colega de trabalho e companheiro de viagem.

   Acho que depois dessa experiência toda não é muito justo chamá-lo apenas de "colega de trabalho". Dividimos quartos em hotéis e muquifos, revesamos na direção do carro e tivemos apenas um ao outro durante um mês inteiro.
   Ele estava comigo quando Magda, uma colega da empresa, falou sobre Felicidade. Era sexta-feira e estávamos na happy hour quando ela descreveu as férias maravilhosas que ela teve.

- Foi maravilhoso, ainda é maravilhoso! - Ela suspirou e tomou mais um gole de refrigerante - Nunca imaginei que seria tão bom assim. Ser feliz, sabe? - sorriu, mostrando seus dentes grandes - Pensar que depois de tantos anos iria descobrir o real sentido da vida ali, naquela cidadezinha. - olhou para o anel de noivado que agora habitava seu dedo anelar - Felicidade! - sussurrou e ergueu os olhos pra gente novamente - Espero que vocês também a encontrem, assim como eu.

   Um tempo depois o noivo dela passou lá para pegá-la, as pessoas começaram a ir embora, apenas Carlos e eu sobramos. Não era a primeira vez que sobrávamos na mesa. Sorte minha que ele era um cara bacana e  a conversa sempre fluía bem.

- Vem comigo. - ele disse de repente.
- Hum? - franzi a testa e olhei pra ele.
- Vamos encontrar Felicidade. - comecei a rir e ele continuou - Sério, nossas férias estão pra sair... a gente tem um mês.
- E você sabe onde é? - me interessei, até porque minha melhor opção pras férias era ficar no sofá o dia todo.
- Não, mas a gente descobre, joga no google, pega um mapa.

   E aqui estamos nós,  as férias quase se esgotando e nenhuma cidadezinha com  placa "Bem Vindo a Felicidade" a vista.
   Senti o carro se mexendo e percebi que que Carlos pulara pro banco da frente, abri os olhos e virei pra ele. Continuei olhando enquanto ele se ajeitava. No começo foi uma viagem estranha, tirando as happy hours nas sextas, não tínhamos contato fora do trabalho, muito menos intimidade. Mas logo nos acostumamos um com o outro e criamos uma amizade.

- Você quer desistir, né? - percebi que ele já se ajeitara e agora me olhava.
- Só to cansada e acho que não vamos chegar em lugar nenhum... - suspirei. Olhei pra frente e estiquei meus braços pra cima, me alongando - E mesmo se a gente chegar lá. - eu não acreditava que isso aconteceria, mas ele não precisava saber. - Não vamos ter tempo pra fazer nada, conhecer o lugar... Não sei se vai adiantar. - virei pra ele novamente.
- É... - ele estava dando atenção ao painel do carro. - Você tinha razão quando disse pra perguntarmos.

   Eu tive que rir, me lembrando de como ele se recusara a pedir explicações, perguntar o caminho.

- Você é homem, não é algo que possa evitar.

   Ele começou a rir e voltou a olhar pra mim. Quando ele ria surgiam covinhas nas bochechas dele. Nunca havia reparado nisso antes, acho que nunca tinha visto ele rir no serviço. Mas na viajem... Nossa, aquelas covinhas me atingiam como um raio quando ele ria. E nós rimos muito a viagem inteira. Rimos, contamos estrelas, pagamos mico, conhecemos pessoas e novos lugares. Realmente foi um mês inesquecível, onde fiz coisas para as quais outrora não tivemos tempo.
   Carlos e eu experimentamos pratos novos, sentimos o vento bater no nosso rosto e bagunçar os cabelos, sentimos o cheiro e o barulho da chuva. Vimos o sol nascer e depois se por. Tínhamos como regra manter o bom-humor nos momentos mais difíceis e procuramos o melhor de cada situação. Se o carro quebrou no meio da estrada, o que mais poderíamos fazer, além de agradecer pela chuva que caia e nos refrescava?

- Eu não me arrependo. - me dei conta que estava perdida em memórias quando ele voltou a falar. - Da viagem, eu quero dizer. - se explicou.
- Eu também não - sorri ao perceber que aquilo era verdade - Fazia tempo que eu não me divertia ou sorria tanto.
- Sim... Quem sabe nas próximas férias a gente não possa tentar de novo - o rosto dele foi ficando corado e, pelo aumento na temperatura, imaginei que o meu também. - Quero dizer, não podemos desistir de encontrar Felicidade. - ele riu e eu o acompanhei.
- Ta combinado então. - disse tímida, tentando controlar meu sorriso.
- Ok! - ele abriu aquele sorriso enorme e as covinhas apareceram novamente.


   Ás vezes achamos que Felicidade é um lugar onde temos que chegar. Um caminho a pegar, um novo produto a adquirir. Uma meta, o pico de uma montanha. E assim esquecemos de ver e deixamos de perceber que Felicidade ta mais pra estado de espírito e pra momentos especiais do que pra cidadezinha.
   E que bom que Felicidade não é um lugar, porque o que faríamos depois de chegar lá? E quando chegasse a hora de ir embora?

21 de novembro de 2013

Não deixe a maré te levar...

Missão, Destino, Futuro, Sonhos, Presente


   Há uma história sobre um cabalista conhecido como Netziv, que era muito rico - um gênio financeiro, na verdade. Uma noite ele teve um sonho no qual ele viu e ouviu dois anjos conversando.

   Um anjo disse para o outro:

   - Devemos mostrar-lhe tudo o que ele deveria alcançar nesta vida, mas que ele não está fazendo?
- Sim - respondeu o outro anjo. - Vamos mostrar a ele. Talvez ele o ajude a voltar para seu verdadeiro caminho.

   Os anjos levantaram uma cortina e mostraram a Netziv os milhares de estudantes que ele estava destinado a ensinar, os muitos livros que ele estava destinado a escrever e a Luz espiritual que ele deveria revelar. Então lhe perguntaram diretamente:

   - Onde estão os livros? Onde estão suas obras incríveis? Onde estão as pessoas que deveria influenciar com a sua sabedoria espiritual? Você acha que foi agraciado com uma mente tão brilhante para conseguir um saco de ouro? É para isso que você foi posto no mundo?

   Essas questões perfuraram Netziv até a alma. Quando ele acordou, ele comprometeu-se 100% para cumprir o que os anjos lhe mostraram. Estabeleceu-se numa escola com muitos alunos e tornou-se um escritor produtivo.



    Eu encontrei essa estória em um momento que eu estava muito desanimada com a minha vida. Sabe quando parece que da tudo errado? Quando você fica sentado e revoltado, achando que merece mais? Eu estava pensando em como eu era uma pessoa boa e mesmo assim as coisas não aconteciam... Eu sonhava acordada com coisas maravilhosas, mas permanecia sentada no sofá, sem fazer nada. Então eu encontrei esse texto e deu um estalo em mim.

     No fim do ano eu sempre fico imaginando como seria bom ganhar na mega-sena da virada, ganhar os sorteios que os shoppings fazem (carros, viagens), ganhar aquela promoção do mercado, ganhar, ganhar e ganhar... Pode ser até que eu mereça tudo isso, mas mais do que isso, mereço encontrar um rumo, descobrir meu caminho e ser feliz e bem-sucedida por mim mesma! E eu só vou conseguir isso quando eu começar a fazer alguma coisa (talvez milhares de coisas até me encontrar).

     Muitas vezes queremos que as coisas caiam no nosso colo, venham de graça. Vemos histórias de pessoas que descobriram seu talento por acaso. A moça gostava de fazer brigadeiro, incrementou as receitas e hoje tem milhares de lojas pelo mundo todo. Parece fácil, parece sorte, mas ela teve que levantar a bundinha dela do sofá pra alcançar isso. Ela não deixou que o cansaço ou os problemas do dia-a-dia fossem desculpas pra ela não fazer nada.

     A maioria dos livros que falam sobre progredir na vida, contam histórias dos donos de marcas/empresas/lojas super conhecidas. Eles geralmente passaram por um perrengue até o sucesso chegar, Steve Jobs foi demitido da própria empresa por um período.  O que eles tem em comum? Eles não desistiram, eles não se deixaram abater pelas pedras que surgiram no caminho. Não deve ter sido fácil, eles provavelmente choraram e se perguntaram "Porque?", porém todos respiraram fundo, ergueram a cabeça e foram em busca de outra coisa. Se arriscaram no novo e perderam pra depois ganhar.

   Esse texto me inspira a correr atrás do que eu quero. Quando eu to pra baixo, sem perspectivas, eu o releio. Então tenho a certeza de que tem algo grandioso me esperando e de que eu vou fazer coisas maravilhosas... Só preciso me concentrar e fazer alguma coisa.

Retirei a estória do Blog da Karen Berg e fiz uma tradução livre pra postar aqui!
A música Maré do NxZero inspirou o nome do post e alguns trechos.

14 de novembro de 2013

Ser Luz que não se apaga, não se abala

Não deixe ninguém apagar sua estrela

   Quantas vezes não nos deixamos levar e, quando vemos, uma pessoa estragou nosso dia, ás vezes até nossa semana! Diariamente somos expostos a pessoas de todos os tipos, que simplesmente passam pela nossa vida, trombam conosco na esquina e podem desestabilizar nosso humor. Uma grosseria dita, uma antipatia sem razão... .

   Lembro quando comecei apegar o ônibus pra voltar da escola. Durante a primeira semana eu dei bom dia ao motorista e ao cobrador, mas eles simplesmente me ignoravam. Incrível como uma coisa tão pequena me machucava tanto! Eu me sentia triste e o resto do meu dia era um desânimo que só vendo...

   Um dia sem perceber, eu parei de cumprimentar as pessoas. Só havia "bom dia" saindo da minha boca se alguém me desejasse primeiro, nada mais de "ois" ou "até logo". Eu subia no ônibus e minha língua coçava, mas eu nada dizia. Sentava ao lado de alguém sem nem pedir licença ou dar um sorriso. Graças a Deus isso não durou muito!

   Eu me dei conta de que a minha educação não deve depender dos outros, que esse papo de ser legal tem que ser pra valer, independente de quem é a pessoa a quem estou me dirigindo. E eu não posso deixar de dar o meu melhor nas situações, só porque eu cruzei com alguém mal-humorado no meio do caminho..

   Depois de refletir, percebi que o problema era deles, com eles. Pode ser que aquele motorista e o cobrador já estejam calejados de pessoas grosseiras e simplesmente não sabem mais retribuir uma gentileza. Ou talvez eu não tenha falado alto o suficiente, não importa! Más atitudes não me modificam mais, eu voltei a desejar bom dia e cumprimentar as pessoas. Algumas respondem de volta e outras não, e eu continuo seguindo meu caminho.

   Sempre vão ter pessoas ruins por aí, gente de mau humor, que vive uma vida pra baixo e quer te arrastar junto. Só enxergam o lado lado negativo das situações, pensam em como tudo poderia estar melhor e vêem o copo sempre meio vazio. Pessoas grossas, que deixam seus problemas atingirem quem não tem nada a ver com eles! O importante é mantermos o equilíbrio e não deixarmos que essas escuridões envolvam nossa luz.

   Estou sempre vendo meu copo meio cheio e procurando ser boa com as pessoas, tratando-as como eu gosto e quero ser tratada. Respirando fundo e seguindo em frente, procurando ser o meu melhor, mesmo quando me é dado o pior de alguém.

8 de novembro de 2013

O Primeiro Post Do Resto Da Minha Vida!

O início do meu blog

   Primeiras vezes são difíceis. Primeiros passos, beijos, palavras. Eu nunca soube como começar uma redação. Sempre encanava na primeira palavra, o primeiro paragrafo... A primeira palavra de cada paragrafo. O título então, nem se fala! Bom, esse é o primeiro post, do meu primeiro blog, e ta sendo difícil/gostoso demais escrever isso aqui.

   Eu SEMPRE quis um blog, eu SEMPRE fiz conta nos servidores e eu SEMPRE arrumava algum problema! O nome que eu queria já existia, não encontrava o template perfeito, não sabia fazer isso, ou aquilo, e blablabla... Até que encontrei um nome e um template, comecei a arrumar tudo do jeito que eu queria e percebi que se eu quisesse que tudo ficasse perfeito pra eu começar a postar, bom, isso nunca iria acontecer!

   Um problema surgiria no meio do caminho, eu desanimaria e tudo ficaria pra lá. Por isso eu tomei uma decisão e resolvi escrever isso de uma vez. Ao contrário dos meus planos, de escrever tudo certinho no word, ler e reler, revisar 5 vezes , ter uns 10 textos de reserva pra eventualidades, etc; eu to escrevendo tudo de uma vez, no espaço pra postagem e correndo o risco de ter erros de português, virgulas e pontos de mais, ou de menos. Mas quer saber? Eu to feliz pra caralho caramba!

   Pode ser que um dia eu olhe pra trás e ache esse texto uma merda, ou que eu me arrependa de ter escrito cada palavra do título com a primeira letra maiúscula. Talvez eu tenha vergonha desse texto e até apague ele (sou de lua e vivo fazendo dessas coisas). Mas não importa, porque hoje eu tomei a decisão e comecei esse blog de uma vez, mesmo que ele não esteja perfeito ou com todas as coisas funcionando direitinho. Eu decidi parar de procrastinar as coisas pra correr atrás de perfeição e simplesmente fazer, agir. Peguei o medo de errar, chutei a bunda dele, mandei ele ficar quieto e coloquei ele no cantinho do castigo (virado pra parede!). E porra poxa vida, eu to me sentindo muito bem!
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